A estadia na Hospedaria do Convento permite-lhe uma enriquecedora experiência à descoberta de paisagens de rara beleza e de uma rica zona histórica envolvente. Estes são alguns dos principais pontos de atracção que destacamos e que poderá usufruir.
Torre das Águias
Quem de Figueira Castelo Rodrigo se desloque para Almofala, encontra a 3 km de Almofala os restos de uma torre. Esta torre serviu de atalaia e será o que resta de algum templo romano que através dos séculos sofreu várias modificações e é reaproveitado na Idade Média para torre defensiva.
A sua construção é anterior à do Convento de Santa Maria de Aguiar - 1170 - e, como seria um lugar forte, ali se terão albergado os frades enquanto construíam o seu convento.
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Barragem de Santa Maria de Aguiar
Existe uma barragem - a de Santa Maria de Aguiar - que abastece de água todo o concelho e as freguesias de Almendra e Castelo Melhor de Vila Nova de Foz Côa.
Merece referência especial o rio Côa que ali passa por ser o menos poluído de Portugal e o melhor viveiro de trutas da Europa. Já em 2 de Maio de 1758, o Abade de Algodres, Paulo Cabral Gouveia, nos quesitos que lhe foram feitos por Sua Majestade Fidelíssima, informava que o rio Côa era de arrebatado curso, desaguava no Douro e "cria abundância de barbos e bogas e das suas águas se valerão os moinhos para moer o pão".
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Serra da Marofa
A serra da Marofa é a cúpula daquilo a que se poderá apelidar de uma cordilheira, pois que a Serra tem várias componentes que tomam o nome das freguesias ou locais onde elas se encontram. De qualquer ponto escolhido na sua extensão se desfrutam belíssimas e vastas paisagens atingindo o seu auge, por ser o mais alto, no pico da Marofa. Do cume, a 975 metros ter-se-á uma vista de 360º. Para leste, a Barragem de Santa Maria de Aguiar, já perto da raia. Para nordeste, a aldeia de Castelo Rodrigo com os restos da fortificação a rodear o cabeço, situando-se a sede do concelho (Figueira de Castelo Rodrigo) a 3 km. Para norte adivinha-se o profundo vale do Douro (na região de Barca d´Alva) e para oeste distingue-se a formação geológica da Garganta do Colmeal. É de referenciar a Capela de Nossa Senhora de Fátima da Marofa, a Via - Sacra, estendida na encosta norte e nas vertentes sul-poente um conjunto de capelinhas evocativas dos Mistérios do Rosário que, dada a sua rusticidade, bem se enquadram no meio ambiental em que se encontram implantadas.
Nelas se albergam imagens correspondentes ao Mistério a assinalar e legendas elucidativas. Roteiro
Não se pode esquecer uma belíssima estátua, em granito, de Cristo - Rei, de braços abertos acolhendo neles todo o concelho e uma cripta onde, nas suas paredes, se encontram embutidas as imagens dos padroeiros das freguesias do Arciprestado. Alguém disse que à beleza campestre se alia a presença de Cristo - Rei que, do cimo do seu magnífico pedestal rochoso, de braços abertos, lança a mão sobre a imensidade da planura e que este monumento, erguido em 1956, justifica, só por si, a visita à Marofa.
Mata de Lobos
Aquando da restauração da independência, Castelo Rodrigo, que havia recebido foral de D. Manuel em 1508, ver-se- ia agraciado em 1664 com o título de Notável, devido à sua valentia na Batalha de Salgadela.
À frente das tropas portuguesas esteve Pedro Jacques de Magalhães que ali venceu o Duque de Ossuna: Em Mata de Lobos, encontra-se uma cruz, que a si se intitula como padrão, assinalando a data - 7 de Julho de 1664 - da vitória sobre os invasores.
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Amendoeiras em Flor
Tem o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo potencialidades e condições excelentes para se tornar um apreciável pólo turístico. Faz-se sentir um sensível surto turístico na época da caça e no mês da floração das amendoeiras.
É sempre encantadora a vista que se desfruta do Alto da Sapinha. O panorama é deslumbrante e só por si compensa amplamente o turista do esforço que, porventura, tenha despendido para chegar até ali. Já data de 3 de Março de 1941 a primeira excursão às amendoeiras floridas de Barca de Alva.
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Parque Arqueológico de Foz Côa
Trata-se de uma paisagem cultural de grande beleza que enquadra e materializa 300 séculos de história e constitui um exemplo vivo do funcionamento da agricultura mediterrânica tradicional. É o maior conjunto de arte rupestre paleolítica ao ar livre na Europa Ocidental.
As gravuras abrangem o paleolítico superior (de 28.000 a 8.000 a.C.) com representações de bois selvagens, cabras e cavalos selvagens, o neolítico e o paleolítico (de 5500 a 2000 a.C.) com pinturas de homens e veados e a Idade do Ferro (1000 a. C.) com cenas de cavaleiros empunhando lanças.
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Castelo Rodrigo
Castelo Rodrigo está situado no cimo de uma colina com a altitude de 820 metros que faz parte da Meseta Hispânica, tendo a seus pés, do lado norte, Figueira, do sul, as terras de Vilar Torpim, do nascente, a sua anexa de Nave Redonda e do poente, as freguesias de Colmeal e Freixeda do Torrão, das quais é separado pelas serras da Vieira e da Marofa. Castelo Rodrigo conserva ainda o plano medieval de praça circular com cintura de muralhas, as quais teriam sido, inicialmente construídas pelos romanos, quando ali teriam edificado um grande forte. Destruídas pelos povos que se lhes seguiram, em 1209, o rei de Leão, D. Afonso IX, cria o "concelho perfeito" de Castelo Rodrigo, concede-lhe os primeiros foros e reconstrói-as, para se defender dos portugueses que, na altura, se encontravam a norte do Douro. Roteiro
Almeida
Desde os primórdios da nacionalidade que o Castelo de Almeida assegurou a defesa da Vila e dos seus moradores. A edificação dessa construção medieval é tradicionalmente atribuída ao rei D. Dinis, mas existem alguns indícios documentais de que esse Castelo já existiria desde épocas anteriores, nomeadamente desde o reinado de D. Afonso Henriques. O Tratado de Alcanizes, assinado a 12 de Setembro de 1297, passou definitivamente Almeida para o território português. O Castelo de Almeida foi uma edificação imponente que sofreu constantes melhorias ao longo dos séculos.
Almeida foi, durante a época medieval, e continuaria a ser no futuro, um ponto chave na defesa da Beira. Roteiro
Através dos desenhos de Duarte de Armas, sabe-se que o castelo no século XVI era uma construção "majestosa", apresentando dupla cintura de muralhas, de forma trapezoidal, rodeadas por um fosso, possuindo quatro torres redondas posicionadas nos ângulos da muralha externa. Na cintura interna destacava-se altaneira torre de menagem quadrangular da qual seria possível avistar onze Bispados de Espanha e Portugal. A fortaleza de Almeida sofreu ainda diversas obras ao longo dos séculos XVIII e XIX. Destas obras resultou uma praça de forma hexagonal com seis baluartes e seis cortinas guarnecidos de canhoeiras. As muralhas são feitas de cantaria e têm quatro portas que em tempos idos comunicavam com o exterior por meio de pontes levadiças. A praça é circundada de fossos com uma altura média de 10 metros e uma largura variável de 62 metros. A Vila era completamente cercada pelas muralhas.


